terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53.4).
Há algum tempo li numa revista o relato sobre um casal da Filadélfia (EUA) que confiou na cura pela fé: “Seu filho faleceu sem ajuda médica”. A justiça considerou os pais culpados de homicídio por imprudência. Um leitor comentou:
No movimento pentecostal mundial existem muitas igrejas que pregam doutrinas semelhantes às da “Igreja do Evangelho do Primeiro Século” da Filadélfia (a igreja do casal citado), ensinando que “doenças estão relacionadas à falta de fé e são sempre do Diabo”. Essa doutrina é falsa e irresponsável. Pode ser, sim, que Deus permita ou queira que um cristão morra de alguma enfermidade. (...) Quem sempre fica falando de cura e é incapaz de curar, deveria mandar os membros da sua igreja ao melhor médico que conhece.1
O Senhor Jesus não carregou nossas enfermidades na cruz. Que argumentos existem para embasar uma afirmação tão “ousada”?

1. Os resultados

Se Jesus tivesse carregado nossas enfermidades na cruz, os resultados deveriam ser obrigatoriamente os mesmos da salvação. Mas não é o que acontece. Quando alguém se converte a Jesus, a conseqüência direta é o perdão pleno de todos os seus pecados, recebendo imediatamente o Espírito Santo e nascendo de novo – sua alma e seu espírito ficam curados. Mas seu corpo também é curado imediatamente? E é sempre curado? Não! Exceções confirmam a regra, mas Deus é soberano, e graças a Ele por isso – mas por que uma pessoa não fica curada sempre, mesmo tendo sido salva? Porque a carne não pode ser salva e por continuarmos vivendo em um corpo pecaminoso, suscetível a todo tipo de doença.

2. A própria Palavra de Deus explica

Mateus 8 descreve o Senhor curando um leproso. Depois Ele cura o servo de um centurião romano de Cafarnaum. Aí vem a cura da sogra de Pedro. E nesse contexto está escrito:“Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os demônios e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mt 8.16-17). Assim, Jesus cumpriu a profecia de Isaías 53 ainda antes de Sua crucificação, durante Sua vida e Seu ministério terrenos, quando curou muitos dos Seus compatriotas judeus, compadeceu-se deles, tomou sobre Si as suas dores e sarou-os. Ele sofreu com seus sofrimentos, teve compaixão deles e carregou suas fraquezas e doenças. Essa profecia foi cumprida, primordialmente, em Israel e com relação a Israel, e foi uma prévia do futuro reino messiânico.
No Novo Testamento, sempre que lemos que algo foi cumprido, isso significa completa e plenamente, sem necessidade de um cumprimento posterior ou final. Vejamos alguns exemplos do Evangelho de Mateus, onde, a cada evento, está escrito “para que se cumprisse”:
  • Mateus 1.22-23: o nascimento virginal.
  • Mateus 2.15,17-18,23: a fuga para o Egito, a matança dos inocentes em Belém e Jesus ser chamado de Nazareno.
  • Mateus 4.14-16: a profecia sobre Zebulom, Naftali e a Galiléia dos gentios.
  • Mateus 13.14-15,35: a cegueira dos fariseus e o falar em parábolas.
  • Mateus 21.4-5: a entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento.
  • Mateus 27.9-10: a traição por trinta moedas de prata e a compra do campo do oleiro.
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.6).
Todas essas profecias não terão um cumprimento futuro, uma vez que já estão cumpridas. A exatidão da Bíblia a respeito fica evidente no dia de Pentecostes. Quando este aconteceu, não está escrito que era o cumprimento da profecia de Joel,“mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei o meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão” (At 2.16-17). Por que Pedro não usa a palavra “cumpriu”? Porque Pentecostes ainda não era o cumprimento definitivo e final dessa profecia de Joel. Ela ainda está em aberto e espera seu cumprimento final, que se dará quando Jesus voltar. É o que vemos também em João 19.36-37: “E isto aconteceu para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram”. No versículo 36 a Escritura está cumprida; no versículo 37 ainda não, uma vez que essa parte é futura, o que explica a diferença na afirmação.
Essa análise do assunto é muito importante, para que
  • classifiquemos as afirmações da Escritura da maneira correta, sem forçar seu conteúdo e seu contexto e
  • para que não sejamos insensatos ou nos fixemos em algo sem sustentação bíblica e que acabará por nos deixar frustrados. Tantos vivem um cristianismo tenso porque são levados a crer que precisam ser curados de qualquer maneira. Dessa forma, muitos enfrentam os maiores problemas quando a cura não vem. O Novo Testamento fala de sofrimento físico em muitas passagens. E os cristãos não estão isentos dele; pelo contrário, são exortados a suportar os sofrimentos com ânimo e coragem.
“Ele tomou as nossas enfermidades” significa que, durante Sua vida terrena, Jesus tirou as doenças de muitos. Mas não está escrito que Jesus estivesse com AIDS, hepatite ou câncer quando estava dependurado na cruz, como se chega a afirmar.

O que Jesus carregou na cruz

Quando a Bíblia fala da cruz ela nunca diz que Jesus carregou nossas enfermidades, mas o pecado, que Ele tomou sobre Si – que é a causa da enfermidade e da morte. Só em Isaías 53.5, e não no versículo 4, a profecia fala da cruz e do que Jesus carregou na cruz: “Mas ele foi traspassado (na cruz) pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (das nossas transgressões). Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Is 53.5-6). “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21).
Nós, seres humanos, somos enganados e marcados por uma postura interior equivocada. Pensamos, agimos e fazemos de conta que a doença é pior do que o pecado. Em geral, a enfermidade é considerada o que existe de pior. É por isso que desejamos “saúde!” uns aos outros ou dizemos que “o mais importante é a saúde”. Mas existe algo que é muito pior do que toda e qualquer doença: o pecado. É o pecado que nos mata, não a doença. O pecado é a causa de todas as doenças, a raiz de todo sofrimento e da morte. É terrível sofrer e morrer de alguma doença, mas imensuravelmente pior é morrer em pecado.
Para que não haja nenhum equívoco, quero deixar bem claro: cremos que Deus faz milagres ainda hoje e cura pessoas; cremos que devemos orar por elas. Mas como em todos os assuntos, a fé na cura deveria estar embasada na Escritura como um todo, para que não sejamos levados pelo engano. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

A Oração de Habacuque - Claudio Crispim



Depois que Deus revela a Habacuque os seus desígnios, ele orou ao Senhor. O capítulo 3 do livro de Habacuque e uma oração em forma de cântico. É um salmo profético!
Ao ouvir a palavra de Deus, Habacuque teme, ou seja, ele deposita confiança em Deus. O temor ao Senhor é proveniente dos seus ensinos. Após ter ouvido, ele creu em Deus, ou seja, ele segue o que disse Miquéias "A voz do Senhor clama à cidade, temer-lhe o nome é sabedoria. Escutai a vara, e quem a ordenou" (Miquéias 6: 9).
Embora a obra do Senhor que Habacuque faz referência era o suscitar dos caldeus contra Israel e Judá (Habacuque 1: 6), ele não teme e pede a Deus que implemente (avive) a sua obra. Deus haveria de levantar os caldeus contra o povo de Israel, porém, Habacuque confia na misericórdia do Senhor.
Habacuque sabia que os caldeus eram um povo feroz e impetuoso, e que, segundo o oráculo que viu, Judá e Israel seriam levados cativos, porém, à vista deste quadro de sofrimento e ignomínia, ele confia na misericórdia de Deus "Fez com que deles tivessem compaixão os que os levaram cativos" (Salmos 106: 46).
Em nossos dias este versículo tem um valor totalmente diverso da idéia que Habacuque procurou evidenciar. Perceba que Habacuque não pede um avivamento 'espiritual', o que é comum interpretarem em nossos dias. Ele ora a Deus que realize a sua obra, ou seja, a mesma obra anunciada na primeira visão "Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos, porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.Suscito os caldeus..." (Habacuque 1: 5- 6).
Perceba que a oração de Habacuque é segundo a vontade de Deus, ou seja, ele não pede que Deus livre a Israel do castigo, antes que os caldeus venham segundo a palavra anunciada. Mesmo sabendo que os caldeus viriam, a confiança de Habacuque não é abalada! Ele confia que o povo de Israel seria preservado "Nós não morreremos", pois os caldeus somente foram estabelecidos para castigar o povo de Israel (Habacuque 1: 12).
Habacuque pede a Deus que implemente (aviva) a sua obra. Ora, a obra maravilhosa e admirável é o suscitar dentre as nações os caldeus, e que, ao longo dos anos os homens haveriam de conhecê-la. Embora fosse anunciado pelos profetas que Deus haveria de levantar os caldeus para castigar, quando os profetas contavam maravilhosa obra, o povo de Israel não cria. Eles não se arrependeram e veio o cativeiro conforme a visão dos profetas "...vós não crereis, quando vos for contada" (Habacuque 1: 5).
É possível ocorrer um 'avivamento', o que é tão alardeado em nossos dias?
A bíblia demonstra que quem crer em Cristo como diz as Escrituras verá a luz da vida.
Por intermédio da palavra de Deus o homem tem vida e vida em abundância. Ora, Deus dá vida àquele que é participante da água que faz jorrar uma fonte para a vida eterna. É possível a quem bebeu da água da vida tornar a ter sede? A resposta é 'Não'! Do mesmo modo que é impossível àquele que beber da água que faz jorrar uma fonte para a vida eterna ter sede novamente, é impossível a idéia apregoada de avivamento para a igreja de Cristo (João 4: 13- 14).
A igreja de Cristo é viva e não dorme. Ela é perfeita, pois o Senhor a estabeleceu para ser templo e morada do Espírito. A igreja de Cristo não precisa de avivamento, pois jamais a igreja tornou-se morna.
Perceba que há um grande diferencial entre o que Habacuque pediu, que é: implemente (aviva) a tua obra, da idéia que muitos apregoam: Deus trará um avivamento para a sua igreja. A obra que Habacuque fez referência não tem relação alguma com a igreja. Enquanto Habacuque pede misericórdia por causa da obra que estava por vir, a igreja só está a aguardar a nova terra onde habita a justiça.
Embora Habacuque estivesse temeroso com relação a vinda dos caldeus (a obra maravilhosa e admirável suscitada dentre as nações), após ouvir a palavra do Senhor, ele creu. O temor não mais existia, pois estava confiando no amor e na misericórdia de Deus. Liberto do medo, Habacuque espera que Deus realize a sua obra e a torne conhecida de todos os homens (v. 2).
Ora, se o 'avivamento' fosse algo desejável do ponto de vista humano Habacuque não clamaria por misericórdia (Habacuque 3: 2). Habacuque também não estaria esperando o dia da angustia do seu povo (Habacuque 3: 16b).
Apesar da aflição do seu povo, Habacuque expressa quão grande é a glória de Deus: ela cobre os céus. Ele descreve que a Terra encheu-se do seu louvor, isto porque na terra Deus estabeleceu uma das suas maiores obras: fez dos homens Seus filhos (v. 3); (Efésios 1: 11- 12).
O resplendor da glória de Deus se fez como a luz, revelou Deus aos homens (João 1: 18). A luz de Deus que ilumina os homens (v. 4) (João 1: 9). O resplendor da glória de Deus é inacessível aos olhos dos homens, porém, ao se fazer luz, 'vimos a glória do Unigênito de Deus'!
Habacuque fala da manifestação da salvação de Deus de forma impar. Quando ele diz que raios brilhantes saíram das mãos de Deus, ele estava falando do Cristo, o Filho de Deus. O braço do Senhor manifesto e desnudado perante as nações "O SENHOR desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus" (Isaías 52: 10).
Cristo é a Força do Senhor que dominará sobre a terra (Isaias 40: 10). Cristo é o Senhor que escondeu o seu rosto da casa de Jacó "E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força" (v. 4); "E esperarei ao SENHOR, que esconde o seu rosto da casa de Jacó, e a ele aguardarei" (Isaías 8: 17).
Habacuque profetiza acerca de um dos eventos mais esperado por Israel como nação: o dia em que Cristo há de julgar as nações e submetê-las sob os seus pés (v. 5- 6; Salmos 110: 5- 7).
Haverá um dia em que Cristo marchará sobre a largura da terra, e adiante dele irá a peste, e brasas ardentes sairá dos seus pés. Ele parará e medirá a terra (julgamento) e separará as nações como o pastor separa as ovelhas "E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas" (Mateus 25: 32).
Os montes perpétuos (nações) serão desfeitas. Os outeiros eternos (nações) serão abatidos, porque os caminhos eternos lhes pertencem. Ele é a pedra lançada sem auxílio de mãos "Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação" (Daniel 2: 45).
As grandes nações são comparadas aos montes e outeiros, e Israel é comparado a um monte"Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para a sua habitação, e o SENHOR habitará nele eternamente" (Salmos 68: 16).
Habacuque testemunhou acerca da aflição do seu povo. Ele viu as tendas de Cusã em aflição e as cortinas da terra de Midiã tremiam.
A aflição dos filhos de Israel não é em conseqüência da ira de Deus. Deus não estará irado com Israel (rio) no tempo da aflição. Enquanto as nações são comparadas aos mares, o povo de Israel é comparada com rios e ribeiros. Quando Habacuque pergunta se é contra os rios que Deus está irado, ele refere-se ao povo de Israel. Acaso Deus estava irado contra Israel?
Ora, se o Senhor está montado sobre os seus cavalos é porque chegou o dia da ira, o dia da retribuição, no qual ele trará a juízo as nações e dará a beber a elas o cálice da sua ira. Para as nações inimigas Deus é furor, para os que confiam em Deus, ele é salvação (v. 8).
Da primeira vez que foi manifesta a flecha do Senhor, os homens pasmaram pela sua ignomínia, porém, após ele ser manifesto a todos os povos, ele será o arco que se movimenta perseguindo os seus inimigos (Isaias 52: 14- 15); "E fez a minha boca como uma espada aguda, com a sombra da sua mão me cobriu; e me pôs como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava" (Isaías 49: 2).
Habacuque ao orar a Deus profetiza acerca de Cristo, a flecha da aljava de Deus. Porém, quando Deus tira a descoberto o seu arco, verifica-se que está farta a aljava de flechas (muitos filhos de Deus "Tiras a descoberto o teu arco, e farta está a tua aljava de flechas" (v. 9).

A LBV - Legião da Boa Vontade




O nome "Legião da Boa Vontade" tem origem em uma tradução errada do texto de Lc 2:14 : "Glória a Deus nas alturas, paz na terra para os homens de boa vontade". A tradução correta, no entanto, não deixa dúvidas de que a Boa Vontade é de Deus, não dos homensLíder fundador: Alziro Zarur (25/12/1914 - 21/10/1979). Zarur era filho de um casal de católicos ortodoxos que viera da Síria. 1926, Zarur, aos doze anos de idade, inicia sua carreira de locutor. Neste ano, diz ter recebido uma revelação de Jesus, dando-lhe a missão de revelar e pregar o Novo Testamento no sentido oculto e prático. 1949, lança o programa "Hora da Boa Vontade". 1950 - no dia 01/01 a LBV é organizada oficialmente. 1959 - no dia 5/09 institui a "Religião do Novo Testamento".

Segundo o regimento interno, "fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, baseada em Jo 13:34 e no Evangelho, tendo por finalidade a pregação do Evangelho". A proposta: "Sendo uma religião simbólica, não terá hierarquia nem liturgia; não terá bens materiais nem templos: a igreja do legionário é a sua própria casa, e cada legionário é o templo de Deus"

1959 - no dia 07/09, proclama o sentido prático do Novo Testamento: "Ou as religiões se irmanam em nome de Deus, ou o materialismo ateu as devora, à proporção que elas se combatem e se devoram, fortalecendo seu inimigo mortal, que nega a existência de Deus e a imortalidade da alma".

Zarur fez três juramentos em vida, diante dos microfones: Voto de pobreza, celibato e não envolvimento político. Não cumpriu nenhum: montou uma imensa fortuna sob o manto da LBV, casou-se e, depois, candidatou-se à Presidência da República.

Após a morte de Zarur, o seu secretário José Simões de Paiva Neto (02/03/1941 - ), assume a presidência da LBV. Paiva Neto promoveu um verdadeiro culto à personalidade de Alziro Zarur: "Alziro Zarur está vivo enquanto a LBV executa sua idéias".

As doutrinas da LBV:

 As obras assistenciais da LBV fazem com que ela tenha um enorme prestígio perante à sociedade. Mas, por trás do cuidado com o corpo está um doutrinamento severo do espírito e da mente.
Zarur se entendia como a reencarnação de Allan Kardec, por isso afirmou: "O espiritismo não deu a última palavra". No livro Jesus, a Saga de Alziro Zarur, vol 2, Zarur reiteradas vezes afirma ser a reencarnação de Allan Kardec. Por isso, Paiva Neto afirmou: "Zarur e Kardec são um no Cristo de Deus" Para a LBV Allan Kardec não concluiu sua obra e, por isso, Alziro Zarur veio completá-la. É em conseqüência dessa crença que a LBV se intitula "A Quarta Revelação de Deus aos homens". Como tal, a LBV se considera a última revelação de Deus e alega ser um tipo de religião ecumênica onde se fundem todas as religiões humanas: "A religião divina, em que se fundem todas as religiões humanas, ensina: religião, filosofia, ciência e política e são quatro aspectos da mesma verdade - Deus" ( Livro de Deus, p.23). 
    As quatro revelações são assim descritas: "
    1ª) a de Deus, confiada por Jesus a Moisés, contida no dez mandamentos;
    2ª) a de Jesus, trazida pessoalmente por ele, e que está nos quatro evangelhos;
    3ª) a dos espíritos, cujos instrumentos foram no sec. XIX, Kardec e Roustaing;
    4ª) a de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, que é a Revelação do Novo Testamento ou do Amor Universal, incluindo o apocalipse de Deus, dado por João por Jesus na ilha de Patmos e agora integralmente revelado ao mundo pelo Espírito da Verdade. Só mesmo a LBV, o campo neutro do Cristo, poderia fazer esta unificação"
    (Jesus, a Saga de Alziro Zarur, vol 3) 

O que é o Espírito Santo para a LBV

 "O Espírito Santo, de modo geral, não era – e não é — um Espírito Especial, mas uma designação figurada, que indicava – e indica – o conjunto dos espíritos puros, dos espíritos superiores e dos bons espíritos. É a Falange Sagrada, instrumento da ordem hierárquica da elevação moral e intelectual, ministra de Deus – uno, indivisível, eterno, infinito – que irradia por toda a parte" (idem, vol 2, p,123).

O que é a Bíblia para a LBV:

 Para a LBV, a Bíblia é repleta de contradições e, por isso afirmam: "Ora, isso explica a necessidade das revelações progressivas, cuja finalidade (traçada pelo próprio Jesus) é corrigir e atualizar a parte humana da Bíblia Sagrada. Portanto, com todos os erros, de origem humana, a Bíblia contínua certa, como demonstra a Doutrina do Céu da LBV" ( Jesus, a Saga de Alziro Zarur, vol. 2, p.86)

O que é Jesus para LBV:

 "Há quase dois mil anos, Jesus ensinou a verdade, mas não toda a verdade. Isto ele o declarou com muita clareza, firmando o princípio das revelações progressivas". (idem,vol 2).

Para a LBV, Jesus não tinha um corpo real, mas um corpo ilusório: "Jesus não poderia nem deveria , conforme as imutáveis leis da natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas com um corpo fluídico, apto a longa tangibilidade, formado segundo as leis das esferas superiores, por aplicação e conformação dessas leis aos fluidos ambientes de nosso planeta" (ibdem, p.108). (Veja tão somente 1 Jo 4:1-3).

Jesus, na concepção da LBV, não é Deus: "Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, não é Deus nem jamais afirmou que fosse Deus" (Jesus, a Saga de Alziro Zarur vol 2, p.112).(veja 1 Jo 1:22). Embora neguem a divindade de Jesus, sempre enaltecem sua personalidade e seu ensino moral, ao defenderem a doutrina moral de Jesus, o fazem como forma de apaziguar a negação de sua divindade.

Como o ensino de Jesus é meramente moral, a expiação é ridicularizada: "Jesus veio para morrer por nós ou para viver por nós? Portanto, Jesus, que não morreu por nós, mas viveu por nós, está mais vivo do que nunca na direção do planeta que ele próprio criou". (idem, p.99).

A LBV e a reencarnação:

 A LBV aceita a reencarnação como verdade irrefutável: "Só a reencarnação e os séculos de expiação, reparação e progresso poderiam preparar as inteligências e os corações de maneira a fazer deles odres novos, capazes de conservar o vinho novo" (idem, p. 259)

Negando o sacrifício vicário de Cristo e confessando a reencarnação, a LBV afirma que a salvação (evolução no plano espiritual) acontece tão somente pelas boas obras. (Fora da caridade não há salvação)

O que adianta obras sem Fé? (Mc 16:15-16Hb 11:6). A salvação é pela graça mediante a fé (Ef 2:8-9). A fé verdadeira, conquanto, resulta em caridade (Mt 22:391 Co 13:3Tg 2:14-17; 1 Jo 4:20-21).


Pastor Fernando Cesar
Copiado de http://www.ibji.com.br/estudos/estudos.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014


“No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou” (1 Rs 18.36-40).
Na vida de Elias vemos uma representação da oração de vitória. Sua oração venceu e derrotou o inimigo. Quem era esse inimigo? Era Baal com seus sacerdotes, o ídolo e seus servos. Eles haviam desviado o povo da genuína devoção ao Senhor, se apossado do coração de Israel e arrastado o povo a servir ao Senhor pela metade, de coração dividido. Toda a terra estava infestada com esse pecado. É uma boa imagem das forças do mal que nos cercam e que infestam o mundo todo. São os poderes das trevas que nos tentam à preguiça, à incredulidade e à paixão pelo mundo, à idolatria, a uma vida cristã pela metade e a seguirmos ao Senhor de coração dividido. Preste atenção: Elias derrotou o inimigo. Como? Através da oração! Tornemo-nos pessoas que oram! Todos os inimigos ao nosso redor são obrigados a fugir diante da santa majestade da presença de Deus, que se revelará pelas nossas orações. E o Deus de Elias vive ainda hoje!

Como era a oração de Elias?

1.Era uma oração concreta

A oração precisa e específica abriga um grande mistério! O Senhor Jesus nos diz que não devemos usar de vãs repetições, ou seja, não devemos usar muitas palavras, como fazem os gentios. Ele está querendo dizer que nossas orações devem ser claras e centradas no alvo, que devemos orar especificamente pelo que está em nosso coração. Muitos vivem dentro de uma bolha de religiosidade, usam um vasto repertório de palavras e frases feitas quando se dirigem ao Senhor, e quando se erguem de seus joelhos já não sabem o que oraram e quais foram, de fato, seus pedidos ao Senhor. Aprenda você também a orar concretamente. Uma oração concreta não é nada mais do que contar com a presença do Salvador vivo, poderoso para interferir e ajudar neste exato momento. Elias disse: “fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel”.

2. A oração de Elias tinha a motivação correta

A motivação mais profunda do coração de Elias nem era em primeiro lugar a conversão do povo, mas a honra do Senhor. Ele diz: “fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel...” e no versículo 37: “Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus...” A ardente paixão da vida de Elias era a glória de Deus e a honra ao Seu nome. Então, no versículo 37 lemos o que ele diz: “...e que a ti fizeste retroceder o coração deles”. É muito bom que você ore pela conversão de sua esposa, de seu esposo ou de seu filho, mas... por que você quer mesmo que eles se convertam? Sua resposta é: para que não continuem perdidos? Então, preciso lhe dizer que essa é uma motivação pouco profunda. Mesmo que o Senhor, em Sua graça, ouça os seus pedidos, a resposta é adiada e freada pela sua motivação egoísta. Sim, é muito importante que seus queridos não se percam. Há mulheres que oram pela conversão de seus maridos, mas muitas vezes a motivação mais profunda de seu coração é ter uma vida mais fácil e usufruir a companhia do marido na hora de ir à igreja, e não a glória de Deus em primeiro lugar. Como Deus é paciente! Quando você orar pelos seus familiares, o impulso prioritário deveria ser: “Senhor, Teu Nome está sendo blasfemado pela vida perdida de meu esposo (ou de meu filho, etc). Por favor, salva-o para que Tu sejas honrado e glorificado e para que Tu recebas o fruto do penoso trabalho de Tua alma”. A glória do Senhor deve ser o alvo supremo de nossas orações.

3. A oração de Elias estava embasada na absoluta certeza de ser atendido

Como é que ele podia ter a certeza de que o Senhor atenderia imediatamente sua oração curta e simples? Ele poderia fazer papel de ridículo na frente dos sacerdotes de Baal. Todos olhavam atentos e tensos esperando o resultado. Creio que a certeza de Elias advinha de sua completa obediência ao Senhor. Em sua oração ele clama: “fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas”.Em outras palavras ele disse: “Senhor, não estou aqui por iniciativa minha. Fiz tudo o que me ordenaste fazer. Agora, faze Tu o que eu não consigo fazer”.
Nós podemos orar vitoriosamente, podemos dar o primeiro passo de fé quando nos encontramos em solo sagrado, ao pé da cruz.
Vemos como é decidida a vida de obediência de Elias nas suas atitudes e ações visíveis: primeiro, ele não teve a coragem de orar como orou antes que o altar do Senhor, que estava em ruínas, tivesse sido restaurado (v.30). Ele encontrava-se em solo sagrado, perto do altar. Portanto, nós igualmente podemos orar vitoriosamente, podemos dar esse primeiro passo de fé somente quando nos encontramos em solo sagrado, ao pé da cruz. Se continuamente entregamos nosso velho homem à morte em Jesus, podemos dizer: “Senhor, fiz tudo conforme a Tua Palavra”.
Em segundo lugar, Elias somente começou a orar quando era tempo de trazer a oferta de manjares (v.36). Que ilustração maravilhosa, se pararmos para pensar que a oferta de manjares era um dos cinco sacrifícios do Antigo Testamento onde não havia derramamento de sangue. A oferta de manjares é uma indicação da vida de Jesus, que não precisava de sangue para sua própria expiação pois não tinha pecado. A Carta aos Hebreus diz que “nos temos tornado participantes de Cristo” (Hb 3.14). Portanto, deveríamos nos identificar com a oferta de manjares, com a vida de Cristo, pois assim diz o Senhor: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2b). Estar em solo sagrado, estar ao pé da cruz e viver conscientemente uma vida de santificação é a expressão prática de nossa obediência a Deus, através da qual o Senhor atende nossas orações e envia fogo do céu. Por essa razão João diz em sua primeira carta, no capítulo 3.22: “e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável”.Lembremos que Elias, como também o diz Tiago, era um homem como nós. Mas Elias era tão poderoso em oração porque fazia o que o Senhor queria. Você já conhece o resultado triplo da oração de Elias?

Quando Elias orou...

1. O fogo do Senhor caiu e consumiu tudo, não apenas o sacrifício, mas inclusive as coisas materiais: a lenha, pedras, terra e água. Como é maravilhoso quando aprendemos a orar como Elias orava: estar em solo sagrado, ao pé da cruz, com vidas santificadas! Então, o Senhor aceitará nossa oferta, e tudo o que é terreno será consumido por Seu fogo.
2. Através da oração de Elias o povo cego reconheceu o Senhor, pois exclamou: “o Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” Se quisermos que este mundo endurecido e obstinado, religioso e cego para as coisas de Deus venha a reconhecer outra vez a glória do Senhor, é necessário que homens e mulheres orem como Elias.
3. Outra conseqüência da oração de Elias foi que, na mesma hora os inimigos teimosos, que seduziam e enganavam o povo, foram derrotados e aniquilados.
Já que o Deus de Elias vive e é o mesmo ainda hoje, eu pergunto: Quem quer orar como Elias? Você quer? Então ajoelhe-se e consagre-se ao Senhor agora mesmo! (Wim Malgo -http://www.chamada.com.br)
Wim Malgo (1922-1992), foi fundador da "Obra Missionária Chamada da Meia-Noite" e presidente da "Associação Beth-Shalom para Estudo Bíblico em Israel". Durante décadas suas mensagens bíblicas, proféticas e de santificação, profundas e atuais, transmitiram uma visão clara do Plano de Deus e ajudaram inúmeras pessoas em sua vida de fé.
JOYCE MEYER E A TEOLOGIA DA FORTUNA!!


Joyce é uma líder da Teologia da Prosperidade, a qual como a maioria dos seus mestres, tem transformado o sangue de Cristo em um líquido viscoso e dourado e este, por sua vez, é cunhado em barras de ouro para enriquecer os pregadores e embalar em sonhos dourados os que acreditam nessa teologia.
Infelizmente, nem tudo que reluz é ouro… Conforme o provérbio popular, e os ensinos de Joyce Meyer contêm algumas heresias embutidas e disso vamos dar alguns exemplos, antes de delinear a vida faustosa que essa “mulher de Deus” tem usufruído graças aos ensinos que agradam os ouvintes e lhe rendem altos dividendos.
Joyce Meyer, como Copeland e Haggin, não crê que Jesus tenha efetuado na cruz a completa reparação dos nossos pecados, conforme a Bíblia ensina. Ela acredita e ensina que Jesus precisou ir ao inferno e ser ali atormentado durante três dias, a fim de completar a reparação dos pecados da humanidade:
“Durante o tempo em que Ele permaneceu no inferno, o lugar para onde você e eu deveríamos ir, por causa dos nossos pecados… Ele ali pagou o preço… Nenhum plano seria extremo demais… Jesus pagou na cruz e no inferno… Deus levantou do Seu trono e disse aos poderes demoníacos que atormentavam o Seu Filho impecável: ‘Deixem-no ir’. Foi então que o poder da ressurreição do Deus Todo Poderoso entrou no inferno e encheu Jesus… E ressuscitou dos mortos o primeiro homem nascido de novo.” (“The Most Important Decision You Will Ever Make: A Complete And Thorough Understanding of What It Means To Be Born Again”, 1991, páginas 35-36 do original de Joyce Meyer).
Joyce continua: “Não existe esperança alguma para ir ao céu, a não ser que se acredite de todo o coração nesta verdade… Que Jesus tomou o nosso lugar. Ele se tornou o nosso substituto e sofreu todo o castigo por nós merecido. Ele carregou todos os nossos pecados. Ele pagou o débito… Jesus foi ao inferno em nosso lugar. Ele morreu por nós” (p. 45 do mesmo livro)
Joyce Meyer declara ostensivamente que não existe esperança alguma para se chegar ao céu, a não ser que se acredite nesta “verdade” que ela está ensinando, ou seja, que Jesus desceu ao inferno, sofreu nas mãos dos demônios e ali nasceu de novo. Isso é pura heresia. Mas vejamos outra heresia contida em sua obra. Joyce se considera impecável, conforme podemos escutar em sua fita de áudio intitulada:“What Happened from the Cross to the Throne?”
“… Eu não deixei de pecar, até que finalmente entrou em minha cabeça dura que eu já não sou uma pecadora… Ora, a Bíblia diz que sou justa e não posso ser justa e pecadora ao mesmo tempo. Tudo que me ensinaram a dizer foi: ‘Sou uma pobre e miserável pecadora’. Ora, eu não sou pobre, nem miserável pecadora. Isso é uma mentira das profundezas do inferno. Isso é o que eu era, antes de nascer de novo, e se continuo sendo isso, então Jesus morreu em vão”.
Contudo, a Bíblia ensina na 1 João 1:8: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”. Quem está mentindo: O Apóstolo João ou Joyce Meyer?
Como todo pregador de heresias, Joyce admite que recebe parte dos seus ensinos dos próprios anjos. Para ela e outros visionários a Palavra de Deus não é suficiente…
“Ora, os espíritos não têm corpos e, portanto, não podemos vê-los. Mas eu creio que existem vários anjos aqui, esta manhã, pregando para mim. Creio exatamente que, antes de fazer qualquer declaração, eles se inclinam para mim e me dizem ao ouvido o que eu devo transmitir a vocês”
DEUS ODEIA O PECADOR?

Alguns estudiosos têm confundido a ira justa e santa de Deus com o ódio justiceiro. Eles tomam como base versículos isolados de alguns Salmos que tratam da justiça divina, nos quais se mencionam, dependendo da tradução, os verbos “aborrecer” ou “odiar”.-Leia e seja abençoado(a) em Nome de Jesus… Entretanto, essas passagens devem ser estudadas à luz dos contextos imediato e remoto, histórico e cultural, etc. Afinal, a Bíblia é análoga. Ela interpreta a si mesma. Não é por acaso que João 3.16 é considerado o texto áureo da Bíblia Sagrada. Deus, de fato, amou e ama a humanidade. Ele não odeia pessoas.
O Senhor Jesus não é um sádico vingador. Ele é justo e perdoador! E, por isso, dá ao ser humano, por pior que ele seja, a oportunidade de se arrepender de seus pecados e crer no Evangelho. Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 33.11); deseja que todos se arrependam (2 Pe 3.9). E nivelou a todos debaixo do pecado (Rm 3.23; Gl 3.22), depois da Queda, “para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.32).
Quem defende a tese de que Deus odeia os pecadores geralmente confunde a ira justa de Deus — que é baseada em seu caráter justo e santo — com o ódio justiceiro. E, por isso, apega-se a textos isolados, como Salmos 5.5 e 11.4, visto que estes mencionam o suposto ódio divino a pessoas de modo objetivo. Entretanto, os termos originais para odiar ou aborrecer — tanto no Antigo como no Novo Testamentos — apresentam, de modo geral, várias acepções, como: sentimentos maldosos e injustificáveis para com os outros; preferência relativa de uma coisa sobre outra; um correto e justo sentimento de aversão ao que é mau, etc.
O termo hebraico empregado nos Salmos mencionados e outros “representa uma emoção que varia de ‘ódio’ intenso à mais fraca ‘indisposição com’ alguém ou algo” (VINE, W.E., Dicionário Vine, p.198, CPAD). Um bom exemplo de “ódio” com o sentido de preferência aparece em Romanos 9.13: “Amei a Jacó e aborreci Esaú”. Qual é o sentido original da palavra usada para “aborreci”, “odiei” ou “rejeitei”? No hebraico, esses verbos denotam “amar menos”. Trata-se do mesmo termo original usado para descrever o sentimento de Jacó por Leia. Ele a “desprezava” porque amava mais a Raquel (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Leia não era de ódio; ele não queria vê-la sofrer. E até teve filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida.
No Novo Testamento, esse hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26 e Mateus 10.37, textos pelos quais aprendemos que, para seguirmos ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, devemos amar menos (ou “aborrecer”) a nossa família. O que o Senhor aborrece ou odeia são as obras dos ímpios, e não as pessoas dos ímpios. “Ah, mas é impossível dissociar o pecado do pecador” — alguém argumentará. Isso é óbvio. Mas dizer que o Senhor odeia o pecador, como se Ele fosse um justiceiro com sede de vingança, é torcer o que a Bíblia ensina a respeito do amor incondicional do Salvador. Se Deus é Verdade, não pode ser, ao mesmo tempo, Mentira. Se Ele é Luz, não pode ser, de modo concomitante, Trevas. Se Deus é Amor, não pode ser, ao mesmo tempo, Ódio.
Lembra-se do rei Manassés? A sua biografia está em 2 Crônicas 33 e 2 Reis 21. Ele começou a reinar em Judá com 12 anos, reinou por 55 anos e fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme a abominação dos gentios. O Senhor jamais teve ódio justiceiro de Manassés, porém a sua ira justa se ascendeu contra ele. Como assim? No seu reinado, Manassés tornou a edificar os altos derribados por Ezequias; levantou altares a Baalim; edificou altares na Casa do Senhor a todo o exército dos céus e prostrou-se diante deles; fez passar seus filhos pelo fogo (!); usou de adivinhações, agouros e feitiçarias; fez errar o povo de Judá, a ponto de este se tornar pior do que as nações que Deus destruíra; não deu ouvidos ao Senhor… Ufa! A folha corrida de Manassés sequer cabe aqui!
Deus ficou irado contra Manassés. Mas agora vem a distinção entre a ira justa e o ódio justiceiro. Depois de ter sido levado cativo pelos assírios, Manassés, angustiado, orou ao Senhor e humilhou-se muito. Sabe o que aconteceu? Deus — que, mesmo irado contra Manassés, sempre o amou, pois Ele ama os ímpios e pecadores — aplacou-se para com ele. E Manassés, ao sentir-se amado por aquEle contra quem havia pecado tanto, tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, reparou o altar e mandou que Judá servisse ao Senhor. O Senhor odeia o pecado. E os homens que permanecem no pecado experimentarão a ira divina. Manassés se arrependeu e foi poupado. Mas o rei de Judá que o sucedeu, Amom, provou do furor divino, baseado nas santidade e justiça do Justo Juiz: “E fez [Amom] o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés, seu pai, [...] Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes, multiplicou Amom os seus delitos” (2 Cr 33.22,23).
Diante do exposto, é evidente que a Palavra do Senhor, ao mencionar a ira justa e santa de Deus contra os ímpios (Rm 1.18-32), não alude a um sentimento de ódio justiceiro, como de alguém que, sem misericórdia, deseja destruir os pecadores impenitentes. Deus amou o mundo (Jo 3.16ss), isto é, a totalidade da humanidade. E, embora tenha de condenar ao Inferno parte dos pecadores, haja vista poucos quererem entrar pela Porta da Salvação (Jo 10.9; Mt 7.13,14), Ele enviou o seu Filho unigênito para provar a morte por todos os pecadores (Hb 2.9; 2 Co 5.14-21), a fim de igualmente propiciar salvação a todos que se arrependerem (At 17.30,31; 1 Jo 2.1,2).
post inforgospel.com.br – com informação CPADNews – Coluna pastor Ciro Sanches Zibordi
SERA QUE ALGUÉM JÁ NASCE REPROVADO POR DEUS?

Embora a palavra reprovação não ocorre na Bíblia, a forma reprovado ocorre quatro vezes e o plural reprovados três vezes. A palavra reprovado ocorre apenas uma vez no Velho Testamento: “Prata rejeitada lhes chamarão, porque o SENHOR os rejeitou” (Jr 6.30). Neste caso, a palavra “reprovada” é claramente definida no versículo com a razão para ela dada no contexto. Eles foram reprovados porque foram rejeitados. Por que eles foram rejeitados? Por causa de um decreto eterno e soberano? O Senhor disse: “Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas.” Mas eles responderam: “Não andaremos nele” (Jr 6.16). O Senhor disse novamente: “Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta.” Mas eles responderam novamente: “Não escutaremos” (Jr 6.17). Portanto, eles foram reprovados “porque não estão atentos às minhas palavras, e rejeitam a minha lei” (Jr 6.19). O “determinado conselho e presciência de Deus” (At 2.23) “segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1.11) não teve nada a ver com isso.
Passando para o Novo Testamento, descobrimos que as formas da palavra reprovado são usadas seis vezes em quatro contextos. A primeira ocorrência está em Romanos: “E assim como não investigam o conhecimento inerente a Deus, rendeu-os Deus a uma mente reprovada, a práticas inconvenientes” (Rm 1.28). Porque eles “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível” (Rm 1.23), Deus “os entregou às concupiscências” (Rm 1.24). Porque eles “mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador” (Rm 1.25), Deus “os abandonou às paixões infames” (Rm 1.26). E porque eles “não se importaram de ter conhecimento de Deus” (Rm 1.28), Deus “rendeu-os a uma mente reprovada” (Rm 1.28). Assim como Deus não ordenou suas “concupiscências” ou suas “paixões infames,” da mesma forma Deus não ordenou sua “mente reprovada.” John Murray descreveu uma “mente reprovada” como “abandonada ou rejeitada por Deus, tornando-se incapaz de qualquer atividade digna de aprovação ou estima.” E notem algumas dessas “coisas que não convêm” que esses abandonados a uma “mente reprovada” cometeram: injustiça, fornicação, cobiça. Após nomear estes pecados (1Co 6.9-10), Paulo disse sobre os coríntios: “E é o que alguns têm sido” (1Co 6.11). Os gentios que Deus abandonou “a uma mente reprovada” eram alguns dos convertidos de Paulo. Isto mostra que embora uma mente reprovada era uma mente que Deus não podia aprovar, Deus não criou ninguém reprovado. Alguém é um reprovado por causa de algo que faz. E não há nada que sugere que um reprovado está numa condição permanente, irreversível.
Os dois últimos usos do singular reprovado são encontrados nas Epístolas Pastorais:
E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé (2Tm 3.8).
Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra (Tt 1.16).
Por que alguns homens eram “réprobos quanto à fé”? Porque foi eternamente decretado? De forma alguma. É dito que eles resistiram à verdade porque “aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2Tm 3.7). Clark diz que estes homens “falharam no teste da fé.” Isto está em contraste com aqueles que obedecem as palavras de Paulo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado” (2Tm 2.15). Note no versículo seguinte que é para “toda boa obra” que estes são reprovados; a salvação de ninguém não está sequer em vista. Quando sua profissão é colocada à prova em uma boa obra – eles falham no teste. Em ambos os casos, Deus não os fez reprovados. Eles foram reprovados por causa de algo que fizeram. E não há nada que sugere que um reprovado está numa condição permanente, irreversível.
O plural reprovados ocorre três vezes em três versículos:
Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados. Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados (2Co 13.5-7).
A questão da interrogação de Paulo era porque os coríntios buscavam “uma prova de Cristo que fala em mim” (2Co 13.3), não porque Paulo desejava saber se os coríntios eram “eleitos” ou “reprovados.” Como prova que Cristo estava falando através dele, Paulo aconselhou os coríntios a examinar a si mesmos. Seu veredito acerca de si mesmos igualmente será seu veredito sobre ele porque eles devem sua salvação a ele (At 18.1, 4, 8). Para afirmar que Cristo estava neles, os coríntios tinham que afirmar que Cristo estava de fato falando através de Paulo. Se eles não eram reprovados então Paulo não era um reprovado. Se Paulo fosse um reprovado então da mesma forma eram eles. Note o contraste entre “provai” e “reprovados” (2Co 13.5) e “aprovados” e “reprovados” (2Co 13.7). A reprovação tinha a ver com falhar em um teste e ser desaprovado. Se Cristo não está em um homem então ele é um reprovado. Isto não significa que Deus o tornou em um reprovado. Significa, entretanto, que um homem é um reprovado por causa de algo que faz. E não há nada que sugere que um reprovado está numa condição permanente, irreversível. O calvinista Charles Hodge corretamente diz sobre “reprovados” que “a palavra deve ser tomada em seu sentido usual, desaprovado, indigno de aprovação.”
Qualquer reprovado na Escritura chegou a esse ponto não por criação divina, mas por seu próprio livre-arbítrio e depravação.
Autor: Laurence Vance