quarta-feira, 30 de abril de 2014

A facilidade do evangelho de hoje!!


As Tentações do Diabo Para Jesus e Sua Igreja
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(Mateus 4:1-11)
O Amor de Deus para com o mundo, a ordem dada por Cristo para que Sua igreja pregue ao mundo, tem levado o maligno a concluir que o fim justifica os meios, ou seja, que Deus quer de qualquer forma, pouco importa os meios, ter a adoração da humanidade. Assim, ofereceu a Jesus, e tem oferecido às igrejas, aos pastores, três caminhos curtos e poderosos para obter sucesso no número de pessoas a seguirem o evangelho que pregam.
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Uma fórmula (versos 3-4) é o “Prove que é o Filho de Deus e faça milagres”, “Prove que é a igreja verdadeira promovendo muitos milagres”. Esta fórmula dá certo, o diabo tinha razão, milhões de pessoas pelo mundo estão sendo enganadas por um evangelho assim; é desta forma que os pentecostais têm se multiplicado e se dividido grandemente neste século de sua existência; são, na verdade, os que pensam ser salvos pelo fato de fazerem “maravilhas” em nome de Jesus (Mateus 7:21-22), os que Jesus disse serem os “cristos”, ungidos, enviados de Deus, que enganariam com “sinais” multidões, exceto os salvos (Mateus 24:5, 24). Nesta fórmula, o Filho de Deus poderia ter atraído muita gente para si (Lucas 7:16-17) permanecendo nas portas de cemitérios, ressuscitando pessoas e fazendo outros muitos milagres, mas ele rejeitou a fórmula, no momento da tentação. Rejeitou também quando a multidão foi atrás dele após a multiplicação dos pães (João 6:25-27); também, quando disse para que ninguém fosse atrás desses fazedores de milagres (Mateus 24:25-26). Este tipo de evangelho atrai muita gente, superlota templos, mas não produz verdadeiros adoradores, os buscados por Deus (João 4:23-24)
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Outra fórmula (versos 5-7) é “Prove que é o Filho de Deus fazendo Ele lhe proteger”, “Prove que é a igreja verdadeira fazendo Deus lhe dar riquezas, saúde e toda proteção que quiser”. Esta fórmula, também dá certo, o diabo, de novo, tinha razão, outros milhões de pessoas pelo mundo estão enganadas por um evangelho assim, da prosperidade e do triunfalismo; pregam e acreditam que Deus submissamente atende aos pedidos de quem toma posse de suas promessas, dos que fazem determinações imperiosas de fé, dos que dão suas melhores ofertas ou sacrifícios outros, dos que se envolvem em rituais místico-pagãos; é desta forma que os neo-pentecostais se multiplicam, se enriquecem e se dividem grandemente neste cinqüentenário de sua existência; são, na verdade, os que pensam ser salvos pelo fato de “expulsarem demônios” em nome de Jesus (Mateus 7:21-22), os que Jesus disse serem os “profetas”, pregadores, enviados de Deus, que enganariam com “prodígios” multidões, exceto os salvos (Mateus 24:11, 24). Mas Jesus, também, rejeitou esta fórmula, no momento da tentação. Ele rejeitou de novo, quando estavam para fazê-lo rei por acharem que seriam protegidos e atendidos por Jesus, como sendo o próprio Deus (João 6:14-15); também, quando disse para que ninguém fosse atrás desses pregadores de sinais (Mateus 24:25-26). Este tipo de evangelho atrai muita gente, superlota templos, mas não produz verdadeiros adoradores, os buscados por Deus (João 4:23-24)
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Uma outra fórmula (versos 8-10) é “agrade as preferências malignas do mundo e as multidões virão”, “Cultue da maneira como o mundo se diverte, e muitos deles virão”. Esta fórmula, também tem dado certo, o diabo, de novo, tinha razão, outras milhões de pessoas pelo mundo estão enganadas por este evangelho sempre moderno e contextualizado; é desta forma que o catolicismo absorveu das nações pagãs, festas, crendices, doutrinas e heresias, em sua história, tornando-se a maior e mais poderosa agremiação religiosa de toda a história do mundo. Da mesma forma, os pós-pentecostais, entre os Batistas e outras denominações bíblicas ou heréticas, métodos de crescimento têm lançado mão deste artifício, o Igreja com Propósitos, por exemplo, afirma que se atrai as pessoas à igreja, cantando seus ritmos e praticando seus liberalismos; são, na verdade, os que pensam ser salvos pelo fato de “proclamarem” em nome de Jesus (Mateus 7:21-22). Da mesma forma, Jesus rejeitou esta fórmula diabólica, no momento da tentação. Ele rejeitou mais ainda quando na oração sacerdotal, afirmou que a igreja está no mundo, mas não é do mundo, e que por isto são desagradáveis ao mundo (João 17:14-16). Este tipo de evangelho atrai muita gente, superlota templos, mas não produz verdadeiros adoradores, os buscados por Deus (João 4:23-24).
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Na verdade, não é quantidade que interessa a Deus, Ele já sabe que “pouquíssimos” são os que conseguem entrar pela porta estreita do arrependimento (Mateus 7:13-14, Lucas 13:24); sempre soube que o número dos que serão condenados, são como a areia do mar (Apocalipse 20:8). Estes pouquíssimos nunca sairão do domínio de Jesus (João 10:28), nada mais os separa do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Por serem salvos, são guiados pelo Espírito Santo (Romanos 8:14) a não permanecerem no pecado (1João 3:9) ou na heresia (Mateus 24:24, 1João 2:20, 27), assim não deixam a sã doutrina em busca de igrejas que lhes sejam atraentes (2Timóteo 4:3-4).
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É neste sentido que Paulo, em 1Timóteo 4:14, não afirma que doutrina salva, pois isto só é possível pela Graça, por meio da fé (Efésios 2:8), mas diz, claramente, que a doutrina errada pode impedir que uma pessoa encontre Jesus Cristo, o Salvador. Estas três fórmulas malignas e bem sucedidas, de atração de adeptos, são praticadas por arminianos, religiosos cristãos que acreditam que a salvação e a santificação depende do que fazem ou deixam de fazer, por isto acreditam em perda da salvação (desconfiando da afirmação de Jesus em João 6:37); estas pessoas precisam sempre “provar” que são a igreja verdadeira, que têm fé verdadeira, e assim precisam sempre de muitos sinais (João 4:48-49) para acreditarem que estão salvos e para atraírem outros com o mesmo objetivo.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

APENAS LISONJAS RELIGIOSAS
Mt. 15: 7 a 9 - "E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. Hipócritas! bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem."
Os religiosos, independentemente, de que matiz fazem parte criam uma série de jargões, clichês, preceitos, regras e normas paralelas às Escrituras. Produzem e reproduzem teologias humanas para sustentar os seus sistemas de crenças, e, por vezes, de crendices mesmo. Refundam um outro evangelho mais aceitável às suas exigências, podendo ser estas desde as mais cruéis até as mais flexíveis.
Sacralizam coisas e coisificam Cristo que é digno de toda reverência, honra e glória. Humanizam Deus e deificam homens cínicos cujo objetivo é se locupletar às custas das igrejas e seus seguidores. São, por vezes, sequiosos por fama, prestígio e poder, pouco se importando com o destino das pessoas. Acerca destes o apóstolo Paulo já prevenia o pastor Timóteo no primeiro século da era cristã conforme II Tm. 3: 1 a 5 - "Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses."
Existe uma falsa teologia do "ungido do Senhor" apregoada em certos arraiais, a qual afirma que nenhuma membro da igreja pode levantar a mão contra o ungido do Senhor. Há diversos textos bíblicos com tal referência, especialmente em I e II Samuel. Entretanto, o ungido a que aludem os tais textos é o Senhor Jesus e não um homem, pastor, líder ou religioso. As referências são muito claras sobre quem é o ungido de Deus. Tal propositura visa proteger líderes inescrupulosos da ira de membros que se revoltam contra os seus atos. Entretanto desconhecem, que, é mais tremendo cair nas mãos do Deus vivo do que no desagrado de homens insanos. As Escrituras ensinam que Deus dá pastores e mestres segundo o coração d'Ele e não mimados e paparicados sequiosos por sucesso e fama.
Outra teologia resultante de invencionice é a do "casamento misto". Quando Deus proibiu o casamento entre hebreus e moças e rapazes de outras tribos habitantes da terra de Canaã, objetivava manter a unidade do povo hebreu, para que, dele pudesse vir o Messias da promessa sem mescla cultural de costumes pagãos. Este é um fato comprovável nas Escrituras em diversas instâncias. Não era por questões de maior ou menor pureza espiritual, pois esta homem nenhum possui. Deus estava forjando a identidade do povo de Israel como povo monoteísta e cujas esperanças repousassem sobre o Messias da promessa. Há nas igrejas ditas cristãs esse mito de que os jovens não devem se casar com outros de outras igrejas, ou de crenças diferentes e divergentes das suas. Alegam que isto traz maldição e gera filhos malditos por ser uma união mista ou jugo desigual. Ora, quantos são os inumeráveis casos de pessoas que se casam dentro da mesma denominação religiosa, da mesma igreja, defendendo os mesmo princípios e valores, e, no entanto, se separam, se traem ou vivem de modo truculento? Então, o casamento misto não tem nada a ver com religiões e crenças, mas ser ou não ser nascidos de Deus. Usam o texto paulino que diz: "Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." O contexto nada tem a ver com matrimônio, mas sim com culto, adoração e comunhão. Há religiosos tremendamente incrédulos, como há incrédulos tremendamente honestos em sua maneira de viver moralmente.
Há ainda, aqueles que tomam o assessório pelo essencial e faz disso a base do seu sistema de crenças. O batismo em águas é um desses casos: para uns o batismo é essencial à salvação, para outros apenas um símbolo e para outros nem uma coisa e nem a outra. Ora, aquele malfeitor que estava crucificado ao lado de Jesus, o Cristo não foi batizado. Entretanto, Cristo disse-lhe que estaria com Ele no paraíso. Alguns argumentam, utilizando princípios de base forense, dizendo: enquanto o testador está vivo pode mudar o testamento. Todavia, o batismo não é um mandamento, mas apenas um rito de identificação do nascido de Deus com a morte e a ressurreição de Cristo. O verdadeiro batismo é na morte d'Ele conforme Rm. 6: 3 a 7 - "Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado." O batismo simbólico de nada adianta se não representar visivelmente este batismo invisível e produzido pela fé genuína nos eleitos e predestinados.
Outro mito que se perpetua dentro das igrejas religiosas é o da adoração. Ora, creditam aos atos exteriores um imenso poder de convencimento de Deus a lhes ser favorável ou afável. Já se ouviu muito a seguinte expressão: "irmãos vamos adorar e louvar, porque quanto subir o louvor e adoração, mais bênçãos cairão." Isto é a coisa mais barganhistas e diabólica que se pode pregar e ensinar dentro de uma igreja. Nesta mesma linha estão os jejuns programados e forçados para convencer Deus a agir em favor deste ou daquele homem, desta ou daquela causa. Neste ponto recorda-se de uma posição piedosa de Madame Guiyon: "eu oro, não para convencer a Deus, mas até que Ele me convença."
A Bíblia é outro objeto de culto em muitas e diversas igrejas e seitas. Ela é utilizada absoluta e providencialmente fora de contexto a pretexto de culto e adoração. As traduções são absolutamente tendenciosas, e, em certos casos, perigosas. Cada tradutor toma dos códices e traduzem-nos de acordo apenas com a base de sustentação das suas crenças. Isto lembra do que confessou Watchmann Nee: "eu tenho inveja das lavadeiras da minha aldeia, porque enquanto eu tenho a palavra de Deus, elas têm o Deus da palavra." Simplesmente as lavadeiras não discutiam teologia e não sabiam doutrinas e textos de cor. Apenas criam no que as Escrituras declaram sobre Deus e o seu Filho Unigênito.
O texto de abertura deste artigo coloca em tábula rasa as tendências horizontalizadas e humanistas dos religiosos. Demonstra com absoluta clareza, que, aquilo que declaram acerca de Deus, Jesus e da verdade são meras lisonjas que invalidam as Escrituras. Sobrepõem as tradições, religiões exteriores e ritos extravagantes à verdade que é Cristo e não uma concepção filosófica, científica ou teológica. O que os lábios falam não provém do coração, ou seja, da sede da alma e do espírito. Proliferam as doutrinas e os preceitos de homens ao invés de adorar e honrar Cristo em espírito e em verdade.
Sola Scriptura!
O PECADO É A INCREDULIDADE
Jo. 8: 24 - "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados."
Ao longo da história do cristianismo sempre se debateu exaustivamente sobre o pecado. Entretanto, pouquíssimas pessoas recebem graça para conhecer de fato o que é o pecado. Primeiramente é mister que se faça a diferenciação entre o pecado e os atos pecaminosos. Enquanto o pecado é um princípio inerente ao homem, os atos pecaminosos são suas consequências visíveis ou perceptíveis direta ou indiretamente. Assim, as pessoas cometem atos pecaminosos, porque têm a natureza pecaminosa inata. As Escrituras mostram que o pecado entrou no mundo por meio de um homem conforme Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo..." À luz desta palavra, pergunta-se: como o pecado entrou no homem? Em Gn. 2: 9, 16 e 17 - "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." O pecado entrou em Adão, o primeiro homem, porque este não creu na Palavra de Deus, a saber, na sua ordem para não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A sentença da ordem de Deus indica que foi uma ordem pessoal: "... não comerás (...) certamente morrerás." Os verbos nestas expressões indicam pessoalidade e individualidade, pois requerem o pronome singular "tu" e não o pronome plural "vós". Desta forma fica evidente que a responsabilidade para crer e obedecer a Palavra de Deus cabia apenas a Adão. Por isso, Eva foi apenas enganada, enquanto Adão foi incrédulo e desobediente.
No verso 24 do evangelho de João capítulo 8 a palavra pecado está no texto original como [αμαρτίαίς] 'hamartiais', a saber, errar o alvo. Isto indica a incredulidade na sentença afirmativa de Deus, a qual foi substituída por uma sentença negativa de Satanás. Há cerca de seis palavras-chaves no texto do novo testamento para pecado, mas apenas uma se refere ao pecado como um princípio. Todas as demais palavras e suas correlatas fazem referência ao pecado como atos consequentes da incredulidade. Em Rm. 10:17 - "Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo." O que, de fato, o texto está afirmando é que a fé só aparece no coração do homem como consequência do ouvir a Palavra de Deus. Logo, é aquilo que Deus diz que determina a formação da fé no homem. Quando o homem não crê, a saber, não tem fé, oportuniza a manifestação do pecado conforme Rm. 14:23 - "... e tudo o que não provém da fé é pecado." Assim, o pecado é a ausência da fé, e, tal ausência oportuniza os atos pecaminosos, a saber, atos falhos, atitudes ruins, transgressões, maldade, desobediência, imoralidade, etc.
O texto de abertura de Jo. 8:24 - "... porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados." Esta afirmação de Jesus, o Cristo conclui claramente que o pecado, enquanto natureza ou princípio é a incredulidade. Esta afirmação é bem maior do que a sua mera letra mostra aos olhos físicos. O que Jesus, o Cristo está afirmando, é que, se o homem decaído não puder crer que Ele é o próprio Deus Salvador, permanecerá no pecado original até a morte física. A expressão original de "eu sou" é 'ego eimi', fazendo referência a Ex. 3:14 - "Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." Esta forma verbal na língua hebraica forma os tempos pretérito, presente e futuro ao mesmo tempo. Além disso, tal expressão forma o tetragrama do nome de Deus: 'Yahweh', 'Javé', 'Jeová' ou 'Iavé'. Então, tal expressão indica a natureza eternal e imutável de Deus. Logo, o que Cristo está dizendo no texto de João é que Ele mesmo era, é e será eternamente Deus. Então, se o pecador não pode crer nisso como Palavra de Deus, morrerá sem a fé, ou seja, morrerá no pecado  original. Exatamente o que aconteceu com Adão no Éden,  que, ouviu primeiramente a Palavra de Deus, todavia deu ouvidos e credulidade a uma segunda opinião, preferindo esta àquela.
O mesmo se verifica em Dt. 32:39 - "Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão." Então, Deus é. Aquele que é, sempre foi e sempre o será indefinidamente. Então, o que Jesus está afirmando é que Ele é  o mesmo Deus que sempre foi conforme  Jo. 6:20 - "Mas ele lhes disse: sou eu; não temais." Também em Jo. 13: 19 - "Desde já vo-lo digo, antes que suceda, para que, quando suceder, creiais que eu sou." Ainda em Jo. 18:6 - "Quando Jesus lhes disse: sou eu, recuaram, e caíram por terra." Neste sentido há mais incredulidade que fé nas religiões exteriores e institucionais, pois a maioria delas não ensinam a verdade que Jesus, é a encarnação de Deus Elohim Yhaweh. Muitas religiões espiritualistas apresentam Jesus, o Cristo apenas como um espírito evoluído e não como Deus. Isto é o que realiza o Diabo no coração do homem portador da natureza pecaminosa original, ou seja, a incredulidade. O problema da humanidade é o pecado, e, este, é a incredulidade no que Jesus afirma que é. O problema do homem decaído pela natureza pecaminosa é querer transformar Jesus, o Cristo no que Ele não é. É fundamental entender, que, apenas declarar que Jesus é o Salvador, Filho de Deus e o Redentor, não é credulidade ou fé na Palavra de Deus. Por isto Cristo afirma em Jo. 16:9 - "... do pecado, porque não creem em mim." Isto implica dizer que não creem no que Ele é e em quem Ele é.
Sola Scriptura!
PREGADORES DO ANÁTEMA
Gl. 1: 6 a 12 - "Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens; porque não o recebi de homem algum, nem me foi ensinado; mas o recebi por revelação de Jesus Cristo."
Anátema é um substantivo masculino procedente do latim eclesiástico 'anathèma' e significa literalmente 'excomunhão' ou a pessoa 'excomungada'. É óbvio que ninguém pode anatematizar outra pessoa por bel prazer, simplesmente por julgar o outro um incrédulo. Este processo foi largamente utilizado pela religião romana, especialmente durante a vigência do Tribunal do Santo Ofício ou da Inquisição. No texto grego neotestamentário, anátema significa praguejar, entregar à maldição ou jurar sob pena de maldição. 
O apóstolo Paulo utiliza o expediente do anátema no texto de abertura em relação aos ensinos e não aos cristãos da Galácia. Os gálatas estavam sendo fascinados pelos pregadores de um evangelho híbrido, a saber, queriam misturar a lei à graça de Cristo, entretanto são aspectos opostos. Tal doutrina esdrúxula contrapunha-se ao evangelho verdadeiro já anunciado aos gálatas. Por esta razão Paulo está afirmando que estava admirado que estivessem desertando da graça para as obras. Informou aos gálatas que este ensino híbrido nada mais era que outro evangelho pervertido. Tal evangelho causou espanto em Paulo naquela época, entretanto, hoje é o evangelho predominante nas religiões comuns. Observando o corpo de doutrina que prevalece nas religiões institucionais, verifica-se maior ensino da lei que o ensino da salvação pela graça conforme Ef. 2: 8 a 10 - "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas." Veja que é pela graça e não pelas obras que o pecador é regenerado e redimido. A fé é o meio e não o fim em si mesma. Tanto graça quanto fé não são originados no homem, mas em Deus por meio de Cristo. Graça e fé são dons de Deus, precisamente para que não haja glória no pecador, pois senão dar-se-ia que do imundo poderia produzir o puro, negando Jó 14:4 - "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém."
O ensino de Paulo é muito duro sobre este falso evangelho que tenta misturar obras de justiça própria à graça de Cristo. Ele afirma, que, ainda que um anjo do céu desça e pregue outro evangelho que não seja o da graça, seja tal evangelho anátema. Neste sentido o anátema é uma sentença de maldição que refuta tal pregação. Anátema, ainda pode ser reprovação enérgica; condenação, repreensão, maldição, execração. Nos tempos de hoje qualquer um que pregue aquilo que agrada e satisfaz a carência humana é recebido como grande virtude de Deus. Imagine se tais pessoas pudessem receber um anjo vindo do céu pregando a graça de Cristo, mas também as obras de justiça para merecer a salvação? Certamente se encurvariam para adorar tal criatura. Há grupos que pregam exatamente isto! Ensinam como base da doutrina que não há inferno, não há pecado e não há condenação eterna. Contrariamente, Cristo ensina que há todas estas coisas conforme Mt. 25:46 - "E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna."
O mais inusitado nestes ensinos errôneos é que os doutrinadores querem refundar o cristianismo por uma teologia própria, o que os tornam mais anatematizantes. Produzem e reproduzem outros evangelhos mais lógicos e mais aceitáveis, porém absolutamente apostatados da verdade. Eles tomam apenas as porções que lhes interessam para justificar suas falsas doutrinas, negando todo restante que lhes condena. Ora, as Escrituras são una, ou seja, ensinam a mesma verdade do início ao fim. Não há partes aceitáveis e partes refutáveis. Este é um típico ensino humanista e errôneo típico dos anatematizantes inspirados por espíritos enganadores que se passam por anjos de luz e ministradores da justiça conforme II Co. 11: 14 e 15 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." Tais ensinos estão centralizados no inimigo das almas dos homens disfarçado de guias, espíritos ministradores e no próprio homem. O verdadeiro evangelho está centralizado em Cristo, na graça e não nas obras de justiça humana. A graça é extremamente ofensiva ao homem cuja natureza é contaminada pelo pecado. A graça retira do homem a possibilidade de salvar-se a si mesmo numa espécie de evolução e sublimação pela prática de boas obras. O texto de Efésios 2 demonstra que as boas obras são de Deus e que foram preparadas antes que houvesse o mundo e os homens para que estes andassem nelas depois de regenerados pelo verdadeiro evangelho. Muitos religiosos se comportam exatamente em oposição a este ensino, invertendo e transformando a verdade em mentira conforme previsto em Rm. 1:25 - "... pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente." É claro que analisadas humanisticamente, tais doutrinas são boas, pois ensinam a caridade, o amor ao próximo, a resignação diante das vicissitudes da vida. Entretanto, estas coisas não retiram a natureza decaída do homem. Tal remoção só é possível pela inclusão do pecador na morte de Cristo para destruição da sua natureza adâmica conforme Rm. 6: 6 a 8 - "... sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos..." O velho homem é a velha natureza contaminada pelo pecado e o corpo do pecado é exatamente a natureza pecaminosa inoculada no homem por Satanás. Observe que o texto se refere ao "velho homem" e não ao "homem velho." Não é uma questão de idade, mas de natureza!
Estes ensinos anatemáticos tentam convencer os incautos levantando dúvidas sobre as Escrituras. Entretanto, eles mesmos lançam mão de partes dela para justificar seus erros e desvios. Desconhecem diversos princípios da Palavra de Deus e entram em contradição em seus dogmas. Não sabem, por exemplo, que os códices da Bíblia são sempre os mesmos, o que tem erros e desvios são as traduções que os religiosos fazem destes códices. Cada um traduz os textos originais com base no seu sistema de crença, logo desvirtuam as Escrituras para que elas se curvem às suas crendices erroneamente chamadas de cristãs.
Finalmente em Jo. 12: 24 e 25 - "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna." O grão de trigo a que alude o texto é, em princípio, o próprio Jesus, o Cristo que teria de morrer para regenerar os eleitos. É, ainda, uma alusão à morte e à ressurreição de Cristo como o meio de destruição do corpo do pecado, ou seja, da natureza pecaminosa do homem. Quem é o que ama a sua vida? O que crê que sua redenção depende das suas ações e não da graça de Cristo. O ensino de Cristo neste texto de João é que, aquele que tenta promover a sua própria redenção perderá a sua vida eternamente, mas aquele que, rendendo-se à cruz e crendo que foi crucificado com Cristo ganhará a vida eterna. A vida a que alude o texto de João é 'psiken', ou seja, a vida almática e não a vida do espírito. Isto porque a salvação é da alma e não do espírito. Este veio de Deus pelo sopro da vida e a Deus retornará quando for separado do corpo e da alma.
Sola Gratia!

FELIZ É O HOMEM I

Pv. 28: 13 e 14 - "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Feliz é o homem que teme ao Senhor continuamente; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal."
O dicionário traz, no verbete felicidade, as seguintes acepções: 'qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar, boa fortuna; sorte, bom êxito, acerto, sucesso'. É por via de consequência também um adjetivo de dois gêneros que significa: 'favorecido pela sorte; ditoso, afortunado, venturoso.' Percebe-se, claramente, que todas as acepções têm como referência aquilo que o homem idealiza, deseja, quer e busca para sua vida. Vê-se que toda a carga dos significados deste significante está centrada apenas no desejo do homem. O desejo de felicidade é uma carência do homem projetada por ele e que se dirige a ele, como sinônimo de alegria, satisfação e completude da vida. 
Sabe-se, no entanto, que há pessoas as quais lutam por toda existência para obter aquilo que julga ser a felicidade, e, ainda assim, não são felizes. Outros homens nada fazem para buscar a felicidade, e, também não são felizes. Outros ainda, não lutam demasiadamente, nem deixa de almejar a felicidade, quer por palavras, quer por ações e reações, e, ainda assim, não são também felizes. A questão é que ninguém é feliz apenas por buscar a felicidade, porque dar-se-ia que ela se reduziria a uma mercadoria comprável, elaborável ou construível a partir das ações humanas. As questões do ser feliz e do estar feliz necessitam ser consideradas, porque aquela é um estado contínuo, resultante de alguém ser completo e perfeito, já, esta, é mera consequência da dose de expectativa que o homem projeta sobre si, sobre os outros homens e sobre o mundo. Neste sentido, o que produz o estado de felicidade para um, pode produzir a tristeza e a desgraça de outro. O estar feliz é efêmero, mas o ser feliz é um princípio inerente e imanente daquele que é portador da felicidade. Portanto, feliz é o homem que ganha a felicidade de Cristo.
Pv. 8:34 - "Feliz é o homem que me dá ouvidos, velando cada dia às minhas entradas, esperando junto às ombreiras da minha porta." O texto demonstra na sua essencial significação que o homem é feliz quando ouve a Palavra de Deus e a considera, guardando ou internalizando cada dia aquilo que Deus estabelece como verdadeiro e justo. Ele espera e guarda as coisas espirituais como um processo natural e não como um ritual de religião exterior.
Pv. 3:13 - "Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento." o estado de ser feliz é a consequência de o homem achar a sabedoria e obter o entendimento a partir dela. Sabe-se que há duas naturezas de sabedoria: a terrena e do alto. A terrena é humana e diabólica conforme informa Tg. 3:15 - "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica." É um estado passageiro, porque sediado na Terra, é originada na alma, porque é animal e também diabólica, porque as Escrituras afirmam que quem cogita das coisas do homem é o Diabo conforme Mc. 8:33b - "Para trás de mim, Satanás; porque não cuidas das coisas que são de Deus, mas sim das que são dos homens." A razão porque a sabedoria humana é desqualificada é o que consta no verso 14 da epístola de Tiago: "Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade." O que é o ciúme senão o desejo que algo ou alguém lhe seja por exclusiva propriedade? O sentimento dividido conduz o homem infeliz a dar glória e a mentir contra a verdade. Sabe-se que a verdade não é uma mera concepção, mas uma pessoa, a saber, Cristo. Ele mesmo afirma que é 'a verdade, o caminho, e a vida.'
A sabedoria que provém do alto, ou seja, de Deus difere substancialmente da sabedoria terrena conforme Tg. 3: 17 e 18 - "Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz." Uma coisa será pura quando não se deixa contaminar ou poluir por outras coisas de naturezas diferentes. O ato de ser pacífico resulta de ter a paz, e, esta é também uma pessoa, isto é, Cristo. Ele mesmo diz: 'a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá.' O mundo presume produzir a paz a partir de coisas, mas Cristo doa-se a si mesmo. A moderação é o equilíbrio, ou seja, evitar os extremos. Ser tratável é aquele que é aberto às manifestações e reações externas. A plenitude da misericórdia ocorre quando se tem perfeita consciência que o coração do homem é miserável e carece da graça de Deus em Cristo. Os bons frutos não são o resultado da ação que parte da iniciativa do homem, mas que resulta da ação de Deus no homem. A imparcialidade é a condução sem pender, nem para a direita, nem para a esquerda sobre as demandas do mundo e dos homens. Por isso Jesus, o Cristo afirma em Jo. 12:43 - "... porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus." Assim, a felicidade do homem está naquilo em que ele põe o seu coração, o seu entendimento e de onde busca a sabedoria. A glória dos homens é terrena, almática e diabólica. Portanto, é transitória, mas a glória de Deus é espiritual, celeste e divina. Deus é felicidade, não apenas  possui felicidade como que uma porção mágica que se dispensa aos homens e depois acaba, necessitando de maiores porções a cada momento. Ele é a própria felicidade, porque completo, pleno e absoluto.
A infelicidade humana consiste em encobrir as suas transgressões, ou seja,  em não reconhecer quem de fato é. Na maior parte das vezes o homem apenas declara verbalmente algum erro ou mau comportamento, mas isto não é confissão. Ao conhecer e reconhecer-se o homem decaído tem a graça para confessar-se pecador e de suplicar a misericórdia de Deus para remissão das suas transgressões. Assim, feliz só poderá ser o homem que achou a graça que salva mediante a fé, e, ambas não são resultantes dos seus atos de justiça própria, mas da misericórdia graciosa d'Aquele que é a própria felicidade.
Solo Christus!
ANDAR COM DEUS E NÃO SER MAIS ACHADO
Gn. 5: 22 a 24 - "Andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos; Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou."
Em hebraico o vocábulo andar ou caminhar ocorre sob duas semânticas: como verbo que expressa a ideia de caminhar, seguir um itinerário, dar passos em uma direção, mas também por extensão de sentido significa estar em comum acordo, estar, sentir-se ou viver em determinada condição ou estado. A outra função gramatical é como substantivo masculino, o qual traz a ideia de ato ou maneira de andar. No texto acima o qual relata a experiência de Enoque, o sétimo homem depois de Adão, utilizou-se da função verbal. No verso vinte e quatro afirma-se: '£yihÈlé'Ah-te' ªônáx ªEGlahütÇCyÂw'. Esta frase significa literalmente: '... e caminhou o Enoch com Deus...' Isto implica que Enoque esteve com Deus em conformidade com sua santidade e justiça.
O texto demonstra que antes de gerar o seu filho Matusalém, Enoch não andava com Deus. Após a geração deste filho, Enoque andou com Deus por trezentos anos. Desta forma, após ser pai, Enoch foi convertido e passou a ter uma natureza concordante com Deus. Tal concordância entre um homem decaído e o Deus soberano e santo só é possível após uma real reconciliação. A reconciliação ou redenção do pecador perante Deus sempre foi por meio de Cristo, tanto antes, como depois da sua manifestação histórica em Jesus. Antes da concretização histórica na pessoa de Jesus, a redenção foi pela fé que o redentor viria. Depois da referida manifestação concreta, pela fé que ele já veio. Todos os eleitos e predestinados creram e crerão no salvador único, Jesus, o Cristo.
Neste texto, Enoque é um tipo de Jesus, o Cristo que viria para reconciliar os pecadores eleitos. Quando Cristo foi levado à cruz, o foi por causa dos eleitos para que fossem reconciliados com Deus. É este o sentido da dupla referência profética neste texto: "Andou Enoque com Deus, depois que gerou Matusalém... e gerou filhos e filhas." Tanto se refere à experiência de conversão de Enoque e da geração da sua descendência, como da morte de Cristo e dos regenerados por Ele na cruz.
I Ts. 4:1 - "Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como aprendestes de nós de que maneira deveis andar e agradar a Deus, assim como estais fazendo, nisso mesmo abundeis cada vez mais." Paulo doutrina a Igreja em Tessalônica como é o andar em Cristo. Sabe-se que é impossível agradar a Deus sem a fé conforme Hb. 11:6 - "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus." Sabe-se ainda que a fé é dom obtido pela misericórdia e pela graça alcançadas em Cristo. A fé não é um exercício de religião exterior. Também são características do que anda com Deus em Cristo aquelas apontadas em Cl. 1:10 - "... para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus..."
A experiência de Enoque é uma prefigura do arrebatamento da Igreja no fim dos tempos conforme Hb. 11:5 - "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus." Desta forma o autor da epístola aos hebreus confirma o que está no texto de abertura que diz: "Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou." Esta é, portanto, a experiência da Igreja formada por todos os eleitos e regenerados cujos nomes foram escritos no livro da vida do Cordeiro. Ao tempo em que ganham a experiência de novo nascimento, passam a andar com Deus por meio da vida de Cristo. Esta experiência é um deserto, no qual, cada um é testado em suas fraquezas e aperfeiçoado na vida de Cristo. 
Andar com Deus é, portanto, uma experiência resultante da ação monérgica do próprio Deus. Este processo é iniciado após a regeneração para tornar os eleitos apresentáveis diante d'Ele conforme Cl. 1: 21 e 22 - "A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis." Desta forma a reconciliação dos eleitos e regenerados não se dá por seus atos de bondade ou de justiça própria, mas porque foram reconciliados por meio da inclusão no corpo de Cristo em sua morte de cruz. Enquanto as religiões humanistas prosseguem no falso evangelho, não experimentarão a verdade que liberta total e absolutamente.
Sola Scriptura!
CRISTIANISMO SEM CRISTO X
Tt. 1: 9 a 16 - "... retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes. Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Um dentre eles, seu próprio profeta, disse: os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, glutões preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam são na fé, não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade. Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas. Afirmam que conhecem a Deus, mas pelas suas obras o negam, sendo abomináveis, e desobedientes, e réprobos para toda boa obra."
A existência de uma categoria de cristianismo anômalo é perfeitamente visível na atualidade. Entretanto, não é por questões comportamentais que se percebe isto, mas pela proclamação de um falso evangelho. Em geral, as pessoas acusam esta ou aquela religião de não ser verdadeiramente cristã por razões ligadas à baixa moralidade dos seu seguidores. Porém, o comportamento ético-moral de um cristão é pautado pela vida de Cristo e isto só é possível quando se ganha a vida d'Ele como um princípio interior. De nada aproveita uma pessoa se conter para não cometer delitos, erros, atos pecaminosos, sendo portador da natureza pecaminosa em seu coração. Tal natureza é residente e persistente em todos os homens conforme Rm. 5: 12 e 18 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida." Então, o pecado tornou todos os homens injustos, a saber, desajustados em relação à natureza de Deus. Todavia, a justificação em Cristo torna todos os eleitos e regenerados novamente justificados perante Ele. Ao processo de restauração do espírito corrompido no homem, dá-se o nome de "novo nascimento" ou regeneração. A regeneração, isto é, nova geração em Cristo não é um exercício de religião exterior.
Segundo o texto de abertura, é a palavra fiel, ou seja, a pregação de acordo com as Escrituras que é conforme a doutrina e não a doutrina conforme a palavra do pregador. Isto implica dizer que a pregação é fiel quando anuncia o ensino das Escrituras. É esta postura que torna o pregador dotado da autoridade do alto e não os seus preceitos, regras, normas comportamentais, rituais e liturgias. Os pecadores poderão até atacar o pregador, mas jamais poderão contra a verdade conforme II Co. 13:8 - "Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade." É a doutrina sadia, pura e exata que silencia os contradizentes e não doutrinas de homens cujas mentes são contaminadas pela corrupção do pecado original.
As fábulas judaicas mencionados por Tito é uma referência ao emaranhado dos preceitos da religião legalista. Os insubordinados e falaciosos misturam sempre algo a mais à pureza do evangelho. Verifica-se muito nestes dias o renascimento da tendência à diluição da graça com a lei. À adoção por diversas igrejas do "cristianismo sem Cristo" se dá pelos valores e ensinos do judaísmo, originando as doutrinas judaizantes. Decoram as igrejas com réplicas da arca da aliança, instituem ministradores da música como levitas, tocam o 'shofar' que era usado apenas para as convocações à oração e assembleias dos anciãos. Há grupos que constroem seus templos como réplicas do templo de Salomão.
No tocante aos mandamentos de homens referidos por Paulo é uma alusão aos ensinamentos gnósticos introduzidos nas igrejas por influência da filosofia helênica naquele tempo. Hoje, o gnosticismo se prolifera abertamente na adoção de diversas práticas místicas cujo objetivo é colocar toda a centralidade no homem  e nos seus feitos para alcançar espiritualidade. Ora, como se pode alcançar espiritualidade se o espírito do homem está "morto" para Deus? Por esta razão é que o apóstolo afirma: "antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas." Enquanto o pecador decaído e corrompido não é reconciliado pela justificação em Cristo, nada nele é espiritual. O "cristianismo sem Cristo" sobrevive de alimentar  a alma contaminada pela natureza pecaminosa, confundindo suas reações sensoriais como coisas espirituais. Por isto Jesus, o Cristo ensina em Jo. 3: 3 e 5 - "Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." Então, sem novo nascimento, não vê e não entra!
Solo Christus!