JEREMIAS: 9.1-2
Oxalá a minha cabeça se tornasse em um manancial de águas, e os meus olhos em uma fonte de lagrimas! Então choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo. Oxalá tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes! Então deixaria o meu povo, e me apartaria dele porque todos são adúteros, e um bando de infiéis.
Nos dois primeiros versículos, é Jeremias quem fala. Seu título de "profeta chorão' é expresso de forma poética no versículo 1, no versículo 2 o seus sentimentos.
Hoje os pregadores e missionários fieis podem se identificar com os sentimentos que Jeremias descreve no versículo 2.
Esse versículo revela um vislumbre de um profeta cansado, desgastado e desanimado, em um de seus piores momentos. Pode ser chamado "sombra passageiras sobre uma alma grandiosa".
Com desgosto, imagina que seria melhor se distanciar do povo ingrato. Como seria maravilhoso ser ver livre de todas as responsabilidade e irritações! Estava cansado de ver os rituais vazios, impios e formais que as pessoas haviam colocado no lugar da verdadeira religião. Todos os dias, orava, amava, pregava e advertia, e o único retorno que obtinha era a indiferença que fazia sua alma definhar.
Jeremias lamenta a pecaminosidade e o respectivo castigo do povo. Em seguida, transmite a palavra do Senhor como quem apresenta uma relação de pecados, e mostra o caráter inevitável do juízo. Contudo, ao mesmo tempo, o profeta expressa seu choro e pranto porque Deus transformaria Jerusalém em morada de chacais e faria as cidades de Judá ficarem desabitadas.
É interessante notar, que primeiro Deus adverte, não obedecendo vem o justo castigo.
O apostolo Paulo diz que tudo foi escrito para o nosso exemplo.

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